Quarta Resenhando... Halo.


Autora: Alexandra Adornetto
Editora: Agir
Páginas: 472
Preço Médio: Entre R$21 e R$30
Nível de Ruindade☆☆☆☆☆ 5.0
Sinopse: Três anjos são enviados à Terra com planos de se misturarem aos humanos para assegurar a paz e trazer a bondade : Gabriel, o Herói de Deus, um antigo guerreiro que se disfarça de professor de música; Ivy, serafim abençoada com poderes de cura; e Bethany, a mais nova e inexperiente do grupo, enviada como uma jovem estudante para aprender sobre a humanidade. Após Bethany se encantar com a vida humana, ela começa a viver todas as experiências de uma adolescente normal, até se apaixonar por um rapaz e colocar toda a missão em risco. As forças do mal se aproveitarão dessa situação para pôr seus planos malignos em prática. Um romance de tirar o fôlego, que responderá a pergunta : será que o amor é forte o suficiente para vencer as forças do mal?

Comprei Halo mais pela capa do que pela história.
Porque, sinceramente, já estou saturada de histórias de anjos. E por dentro sabia que mesmo a capa sendo incrível a história seria bem “meia boca”.
Dito e feito, clichê chato com final previsível.

Nos primeiros capítulos me empolguei bastante, os personagens eram legais, divertidos e interessantes.
Xavier, o mocinho, foge daquele estereótipo, super-bad-boy-fodão. Ele na verdade é bem popular, mas simpático e realista. E o que me deixou muito feliz, é o fato dele querer fazer Design na faculdade! Nunca vi algum personagem querer ser Designer *-* Fico feliz assim pois eu estudo Design, haha. Me realizei!
E temos a Bethany, que começa como uma personagem forte e bem humorada. Sua inocência de anjo conquista. Ela é tão fofinha que dá vontade de apertar.

O amor de Xavier por Bethany, acho que pela primeira vez na história da literatura jovem-adulto, não é infundado, não veio do nada. Bethany é lindíssima, simpática, misteriosa e diferente. O que desperta o interesse do belo Xavier.

O romance entre os dois então começa a florescer, mas de uma maneira fofa e nada melosa.
Porém - lógico que tinha que ter um porém - a partir de um momento começou a aquela coisa “Crepúsculo”, Bethany que era uma personagem tão divertida, se tornou uma Bella da vida, não anda sem Xavier, não respira sem Xavier, desafia os céus por Xavier, briga com todos por causa do Xavier.
E o Xavier não ficou atrás não! Toda hora ele ficava falando para ela comer, não se esquecer de ir aula, fazia seus deveres, até RESPONDIA POR ELA! Licença, mas achei isso ultrajante. Ele estava namorando uma menina ou um filhotinho?

Confesso que na metade do livro a melação era tamanha que eu quase desisti de terminar.
E se você acha isso pouco, não se preocupe, fica PIOR! Fui obrigada a colocar esse trecho:

" - Já mencionei que finalmente escolhi um apelido para você?
- Eu nem sabia que estava procurando um!
- Bem, venho pensando seriamente no assunto.
- E qual foi sua idéia?
- Biscoito. - anunciei orgulhosa!"

BISCOITO? BISCOITO? Bom senso mandou lembranças, né?

E além DISSO TUDO - é, colega, desgraça pouca é bobagem - Bethany ficou tão petulante que chegou a irritar. Eu que estava super me identificando com ela quis dar um “acorda garota” na menina. O que eu mais odeio em personagens são esses “bunda suja” – como diz minha mãe, haha – que acham que podem e sabem tudo.

Achei muito forçado o jeito que a história toda se desenrolou. A autora - que tem 18 anos, vale frizar, e deve ser fã de Twilight  - poderia ter explorado muito mais. Feito a Bethany sofrer muito mais, pois ela mereceu muito.

Além de se contradizer toda hora, em erros como “Anjos não suam nem se cansam” e no capítulo seguinte ela já dizia que Bethany estava suada e passando mal, oi? Sem contar o fato de que Bethany e seus irmãos estão na terra para ajudar os humanos, melhorar a vida das pessoas. E o que eles menos fazem é isso. Eles salvam meia duzia de pessoas e dpeois ficam indo a bailes, tocando violão, lendo livros em casa!
Alexandra também “floreia” muito a escrita, são tantos adjetivos e comparações que cansa.

Concluindo, Halo é um romencezinho bem inocente e sem sal e muito cafoninha, por que, convenhamos, Xavier e Bethany?  - nada contra se alguém gostar!!! Mas Xavier sempre me lembra o Chico Xavier -.
É uma boa se você é uma romântica assumida e quer passar o tempo. Mas se não, cuidado! Você pode acabar querendo arrancar a capa, guardar, e jogar o resto fora, haha.
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